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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Personal Blogging, Documentary, and History


When it comes to personal blogging, documentary is the default genre.
There are plenty of blogs that serve other functions, but many blogs are primarily catalogues of the life experiences of their author.

Although there are quite a few blogs that focus on collecting poetry and other forms of creative writing, the vast majority of personal blogs are in some sense documentaries.
For many years, the act of making a documentary was meant to be an objective act of reporting the sights and
sounds that the filmmaker, writer, or photographer encountered.

However, in contemporary times there has been a movement towards embracing the subjectivity inherent in the documentary form. This means that modern documentaries often reflect the distinctive voice and sensibility of their creator, and the fact that todays documentaries often revolve around personality blurs the lines between documentary and memoir.

Blogs rest somewhere between these two genres, muddying the distinctions even further.

Personal blogging, documentary, and memoir are now irrevocably intertwined, for better or for worse.
Although few bloggers think of themselves as making documentaries in any formal sense, every time somebody sits down in front of a computer and types up a record of their day, they are documenting their own historical moment.

The things that we take for granted
about our daily lives, like the way that we use specific modes of transportation, or the kinds of products that we buy, often seem quite fascinating to people who live in circumstances different from ours, and it is this kind of fascination that is at the heart of many documentary projects.

When people think about blogging,
documentary is not very likely to be the first adjective that crosses their minds, but a few decades down the road it is very likely that todays blogs will be seen primarily as very subjective documentaries of our era.

The people of tomorrow will almost certainly look to the blogs of today for insight into our historical moment. When it comes to blogging, documentary may not be the aim of most people who spend their time posting their thoughts and ideas on the internet. In some ways,
the documentary aspect of blogging is more of a side effect than a primary goal.

However, the fact that so many people are interested in publishing these public
online diaries shows that personal blogs are about more than just rumination. The fact that bloggers are so stimulated by and interested in sharing their ideas with each other reinforces the idea that personal blogs are, in some ways, documentaries meant for public
consumption.

Documentaries appeal to people who are curious about other ways of life, and many people who regularly read others personal blogs are looking for this same kind of new perspective.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Back into Play



The story of my life
goes a long way since the last time I have written to this blog of mine.
Time doesn't work the same way as it works for the rest of humans.
For me it passes by on a stupendous speed
helping to build a brand new concept of time



domingo, 30 de novembro de 2014

O que se pode Classificar de peça de Arte




Não é minha intenção, nestas linhas, definir o que geralmente é apelidado de Belas Artes, Pintura e Escultura. Estas podem muito bem definir-se a si mesmas e eu não posso reclamar a capacidade de discutir sua definição.

No campo das artes aplicadas, no entanto, há certos princípios a ser observados, princípios que são frequentemente esquecidos pela lamentável separação das funções do Artista das do Artesão
É extremamente difícil marcar uma linha entre a Arte e o Artesanato. Por exemplo, um papel de parede, desenhado com Arte mas executado pela máquina na reprodução do trabalho do Designer, é uma peça de Arte, ou é um produto de fábrica?

Para mim, é as duas coisas. Normalmente, uma peça de Arte é produto da própria mão do artista. Revela a sua individualidade. É a linguagem em que ele próprio se expressa para a sua audiência. É "O Tom da sua Voz"




Tal peça pode ou não agradar a uma grande parte do público. E sempre será assim.
Um Artista, seja ele Poeta, Músico, Pintor ou Ceramista, é quem consegue ver mais que os outros.
O que ele vê ele tenta expressar aos outros mas é inevitável que por vezes seja mal compreendido.
Sendo por isso necessário que entregue a sua mensagem em primeira mão. 
Olhar para a réplica de um trabalho de um artista, é como ler um sermão ou uma oração de uma página impressa. Pode conter os ensinamentos mas o toque pessoal, o tom e o gesto, é perdido.
Mas há quem retire os ensinamentos de grandes Homens apenas dos Livros.
Há, ainda por cima, livros que nunca foram falados e no entanto contêm a mensagem. Da mesma forma que trabalhos, com origem nas mãos de grandes artistas só estão disponíveis para as massas na forma de reprodução.


O papel de parede é um desses exemplos. 
Não fossem as gráficas, estes belos padrões nunca teriam passado do estúdio, e ainda que seja óptimo que um Homem rico possa obter um Whistler para decorar a sala, é no entanto uma vantagem a não desprezar que se possa comprar um bonito padrão de papel de parede por medida.
Ainda que isto seja verdade,que não se encontre valor senão na qualidade da impressão, há outros exemplos. 
No caso do papel de parede a função da máquina é simplesmente transferir o devido padrão para o papel em si. Não tem identidade excepto como superficie. 
Mas quando uma mesa ou uma cadeira é formada de peças de madeira modelada por uma máquina de maneira uniforme, o assento ou o topo juntos por outra, e as pernas ou as costas estampadas ou esculpidas por uma terceira, a Arte ou individualidade é perdida pelo envolvimento da construção mecânica.




Ainda mais no caso da produção de Olaria ( Cerâmica ). Na prática comercial, não só a forma é desenhada sem ter em conta a decoração, assim como a mesma decoração é posta sobre várias formas, ou uma só forma que é usada como veículo para várias decorações diferentes.
Alguns resultados podem até ser agradáveis, até bonitos, mas mais por sorte que por intenção e nenhuma peça construída deste jeito deve reclamar o direito de ser chamada de peça de Arte.